Aula 8


Chimpanzés ou bonobos?

A aula de antropologia foi iniciada falando sobre dois primadas, os chimpanzés e bonobos. Duas espécimes muito diferentes em todos os aspectos basicamente. Os bonobos são parecidos com os seres humanos, já que vivem em uma sociedade mais organizada e tem manias e costumes parecidos conosco. Os dois são muito diferentes quando o assunto é violência.

Os chimpanzés podem ser considerados muito mais perigosos do que os brasileiros, considerando a posição nacional no ranking de mortes e crimes, isso é muito alarmante. Eles matam muito e por motivos diversos, chegam a fazer emboscadas e armadilhas. Esse ato geralmente é liderado por machos dominantes, já com os bonobos isso é completamente ao contrario. A violência entre essa espécime é raríssima, beirando a inexistência.

Os chimpanzés machos são maiores e dominantes que as fêmeas, mostrando uma diferença muito grande entre os sexos. Com os bonobos isso não ocorre, justamente para não ter uma superioridade, a comunidade não tem conflitos e mantém mais relações sexuais, são considerados mais fluidos e pacíficos. Eles fazem sexo quando querem e não somente para reproduzir, uma prova disso é que as relações homoafetivas são maiores nessa raça, especialmente entre mulheres.

Os chimpanzés mantém uma sociedade patriarcal e os bonobos uma matriarcal. Trazendo isso para a sociedade brasileira e em um cenário mundial, é possível notar claras semelhanças entre os chimpanzés conosco, seres humanos. Em sociedades mais violentas existem traços expressivos desde jovem, maior opressão do prazer feminino e o domínio masculino, essa marca é muito expressiva. Sociedades que tem deuses mais agressivos, tendem a achar que isso é algo comum e seguir esse “exemplo supremo”, nesses aspectos é possível notar certa semelhança da sociedade chimpanzé com a humana.

São vários os caminhos que poderiam ajudar a mudar esse curso, como maior demonstração de afeto nos primeiros anos de vida e atos sutis que fariam a completa diferença entre um ser carinhoso e um violento.

Comentários